Audiência Pública destaca que cada pessoa com deficiência é única

Quantidade de alunos com deficiência por turma desafia escolas particulares
18 de July de 2018
Alterações de Leitura e Escrita no TEA: Dicas Práticas
25 de July de 2018
Mostrar tudo

Audiência Pública destaca que cada pessoa com deficiência é única

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 10% da população possui o diagnóstico de deficiências visual, física, auditiva, intelectual e múltiplas. Para debater o assunto, em especial a saúde mental da Infância e da Adolescência,  aconteceu na manhã desta quinta-feira, 19 no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), uma audiência pública realizada pela Frente Parlamentar em Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente, coordenada pela deputada estadual Ana Lula (PT). Na ocasião, o pediatra Byron Emanuel de Oliveira Ramos lembrou que “cada pessoa com deficiência é diferente dos outros e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a convivência de outras pessoas, ele ainda assim é uma pessoa única”.

O pediatra Byron Emanuel de Oliveira Ramos palestrou durante o evento (Fotos: Jadílson Simões)

De acordo com a parlamentar Ana Lúcia , o evento é de extrema importância porque a Assembleia Legislativa entra em recesso de alguns procedimentos, principalmente as sessões plenárias. “Mas isso não impede que a Casa Legislativa continue fazendo eventos que escute a sociedade, que veja angústias, desejos e necessidades da sociedade, para que possamos fazer encaminhamentos que venham a ajudar solucionar desafios e problemas que a sociedade está a enfrentar”, ressalta.

ECA

A deputada lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completou recentemente 28 anos, mas até hoje não foi implementado.

“É uma lei que sofre profundos preconceitos; é você ter um conceito ser ver na verdade qual a concepção científica correta, cheia de estigma, de rótulos e discriminação. A interpretação do Estatuto por alguns segmentos da sociedade, os conservadores, reproduz toda a discriminação e o processo de exploração que a própria sociedade vive. Nós precisamos estar discutindo que prioridade é essa porque o Estatuto diz que a criança e o adolescente precisam ter prioridade absoluta, mas vemos crianças nos semáforos, crianças passando fome, abandonadas e as que tem algum tipo de transtorno o processo de discriminação é maior ainda porque a maioria pertence às camadas populares e em geral se tem uma sociedade subescolarizadas em que as informações não são interpretadas corretamente, mesmo pelas redes sociais e aí as crianças sofrem duplamente”, afirma destacando a importância da audiência com pediatra, psicopedagoga e psicóloga para que se comece a tematizar a questão da criança com transtorno.

Conceitos e preconceitos

Em sua fala, o médico Byron Ramos destacou a questão do preconceito, que segundo ele, é igual ao que acontece no Oriente e todos têm conhecimento. “Sei que é uma difícil trajetória, mas cada um vai fazendo o seu papel. Os conceitos e preconceitos referentes à Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, passam pelo ato de cuidar, da individualidade, potencialidades e sexualidade. Isso porque as pessoas com deficiências, independente do grau destas, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam, mas o que eles desejam”, ressalta.

Dr Byron participou do evento

 

Ele enfatizou que, “cada pessoa com deficiência é diferente dos outros e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a convivência de outras pessoas, ele ainda assim é uma pessoa única. Não existem duas crianças com deficiência intelectual que sejam iguais ou dois adultos surdos que respondam e reajam da mesma forma”.

Na oportunidade, o deputado Capitão Samuel ressaltou que “debater o tema sobre crianças e adolescentes é debater o nosso futuro e em relação à saúde mental, eu tenho estudado o problema das drogas e querendo saber qual o papel do estado, pois a sociedade está se perdendo na violência, no respeito, a instituição família se perdendo na forma de conduzir. A gente fala, debate e parece que nada se resolve para entender a destruição das famílias e o que facilitou os jovens a ter problemas com as drogas”.

Mesa

A mesa foi composta pela presidente da Frente Parlamentar em Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente, a deputada Ana Lúcia Vieira, o deputado Capitão Samuel Barreto (PSC), o vereador Lucas Aribé (PSB), médico pediatra, professor aposentado da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e ex-presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade Brasileira de Pediatria, Byron Emanuel de Oliveira Ramos; a Dra Angélica Piovesan, Doutora em Educação, Neuropsicóloga clínica, psicóloga e coordenadora do curso de psicologia da Universidade Tiradentes (UNIT) e a professora Margarida Maria Teles, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Sergipe,  Pós – Graduada em Psicomotricidade/ Universidade Federal de Sergipe e em Atendimento Educacional Especializado-AEE pela Universidade Federal do Ceará.

No plenário e nas galerias, representantes de secretarias de ação social, de educação e de saúde de vários municípios sergipanos, pais de crianças com distúrbios mentais e representantes de órgãos que trabalham com crianças e adolescentes no Estado de Sergipe.

Fonte: Rede Alese

ONG Sorriso Novo
ONG Sorriso Novo
Olá! A ONG Sorriso Novo é uma organização sem fins lucrativos e nasceu do sonho de seus fundadores em difundir ações solidárias nas mais diversas áreas, tais como: saúde, artes em geral, infância e adolescência, esporte, congressos e palestras, educação de pessoas carentes, idosos, população de rua, comunidades carentes. Desde 2001 temos atuado no Complexo da Maré promovendo diversas contribuições às famílias da comunidade. Com pouco mais de 10 crianças deficientes apadrinhadas, atualmente buscamos firmar projetos e parcerias a fim de aumentar o nosso alcance e ser capaz de oferecer maior assistência a população carente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *