Como foi descobrir que o meu filho tinha Síndrome de Down

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Como foi descobrir que o meu filho tinha Síndrome de Down

Ingrid Câmara Barros, 33 anos, é mãe do Nicollas, de 12 anos, e do Alexandre, de 11 meses, administradora de empresas e idealizadora do Instagram 21 Motivos Para Sorrir. Aqui, ela conta o que passou na sua cabeça quando descobriu que o seu filho tinha Síndrome de Down. Veja!
“A gravidez do meu segundo filho foi muito tranquila. Durante os nove meses, fui bem acompanhada, fiz todos os exames de rotina e estava tudo certo para a chegada do meu Alexandre. No dia 09/05/2014, nosso pequeno decidiu vir ao mundo. Entrei em trabalho de parto na madrugada, corremos para o hospital e ele nasceu às 9h00, pesando 2,990 kg. Tudo estava bem, mas no dia seguinte, eu e meu marido recebemos a notícia de que o Alexandre apresentava algumas características semelhantes à Síndrome de Down.
Fiquei muito assustada com a notícia, meu mundo desmoronou e o que eu mais senti naquele momento foi medo. A nova situação causava insegurança em mim, eu não sabia ao certo o que aquilo representava – quais as consequências que a Síndrome traria para a vida do meu filho, se ele poderia sofrer ou vir a ter algum outro problema de saúde. Tudo o que eu estava vivendo era totalmente novo e desconhecido, por isso, fui invadida pelo medo. O exame que confirmaria se o meu filho realmente tinha Síndrome de Down foi realizado ainda no hospital, mas tivemos que aguardar cerca de 40 dias para recebermos a confirmação.
Esse período de espera foi complicado. Foram dias muito intensos – existia felicidade, medo, ansiedade e, ao mesmo tempo, muita aprendizagem e uma troca valiosa entre nós. Meu marido esteve firme durante todo esse tempo, ele me apoiou, me deu forças e me preparou muito para o resultado. Foi ele quem me reergueu quando eu estava prestes a desmoronar. Naqueles dias, aproveitei para ler muito e pesquisar a respeito da Síndrome de Down. Nós também havíamos decidido não contar nada a ninguém até recebermos a confirmação.
E então o grande dia chegou e foi confirmado que o Alexandre era portador da Síndrome de Down. Para mim, o diagnóstico já não era mais um susto, mas um caminho a ser percorrido com muita aprendizagem e amor. Nosso filho passou por muitos exames que detectaram que ele não tinha nenhuma alteração de saúde, apenas um cromossomo a mais. Com o apoio de nossas famílias e na força que encontramos um no outro, descobrimos que isso não significava nada. Quando se tem amor e esperança, tudo se resolve.
O Lele é uma criança como todas as outras. Ele acompanha normalmente com um pediatra e também com outros profissionais: a fisioterapeuta e fonoaudióloga para que ele receba toda a estimulação que precisa. Desde que me descobri mãe de um filho com Síndrome de Down, comecei a aprofundar no assunto. Leio muito, converso com os médicos e tiro todas as minhas dúvidas para poder passar todas essas informações para ele. Também foi nesse momento que tive a ideia de criar o Instagram 21 Motivos Para Sorrir, com o objetivo de unir os pais que passam pela mesma situação para que possamos trocar ideias. O que eu realmente desejo mostrar a todos é que uma pessoa com Síndrome de Down pode viver normalmente. Tudo isso tem sido muito gratificante! É tão bom ver e sentir que existem pessoas que são livres de preconceito, que nos apoiam e nos incentivam a continuar mostrando o que vivenciamos e o quanto aprendemos com o pequeno. Alguém com Síndrome de Down merece ser respeitado e amado como todos os outros, afinal, a única diferença que existe é um cromossomo a mais! Filho, eu só quero que você saiba que a mamãe, o seu irmão Nic e o papai agradecemos imensamente todos os dias por termos essa linda missão de cuidar e amar você.
Obrigada por fazer nossos dias mais felizes!”
Fonte: MdeMulher
ONG Sorriso Novo
ONG Sorriso Novo
Olá! A ONG Sorriso Novo é uma organização sem fins lucrativos e nasceu do sonho de seus fundadores em difundir ações solidárias nas mais diversas áreas, tais como: saúde, artes em geral, infância e adolescência, esporte, congressos e palestras, educação de pessoas carentes, idosos, população de rua, comunidades carentes. Desde 2001 temos atuado no Complexo da Maré promovendo diversas contribuições às famílias da comunidade. Com pouco mais de 10 crianças deficientes apadrinhadas, atualmente buscamos firmar projetos e parcerias a fim de aumentar o nosso alcance e ser capaz de oferecer maior assistência a população carente.

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