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Como preparar crianças com autismo para ler e escrever?

Luciana Brites, Psicomotricista, para o neurosaber.com.br

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Nada mais essencial na vida de uma pessoa do que o domínio da leitura e da escrita. É inegável a importância que essas habilidades exercem no dia a dia, não só na questão pedagógica e profissional, mas até mesmo pela autoestima, algo tão necessário para todo ser humano. O foco deste artigo será um público específico: as crianças com autismo.

O ensino de leitura e escrita para esse público é de extrema necessidade como um passo para a autonomia os pequenos e adolescentes. Vale lembrar que quanto antes a criança for estimulada, mais fácil pode ser sua aprendizagem.

Não são poucas as dúvidas que permeiam a vida dos pais em relação ao aprendizado da leitura e da escrita. Sendo assim, vamos mostrar a vocês as principais informações que temos a respeito do tema.

Metodologia fônica: técnica que mostra eficiência

Tal método consiste em enfocar não só o nome das letras, mas o som delas também. Isso significa que as crianças com autismo, ao serem alfabetizadas, trabalham a sonorização das letras. Essa metodologia considera o fato de o som é assimilado de forma mais satisfatória no cérebro.

Como é o funcionamento da metodologia fônica?

As crianças com autismo precisam de um acompanhamento que seja efetivo no ensinamento da leitura e da escrita. Sendo assim, a metodologia fônica tem um papel fundamental no desenvolvimento de tais certas habilidades.

A técnica funciona da seguinte maneira: quando o professor vai apresentar o som das letras, peguemos como exemplo as vogais, o nome da letra já é o som que ela emite (a, e, i, o, u).

No caso das consoantes, precisamos fazer um pouco diferente e trabalhar não só o nome da letra, mas o som que ela faz. Por exemplo:

– Letra F

– Qual o som que ela faz? Mordemos levemente o lábio inferior e soltamos o ar entre os dentes (ffff…)

– Letra M

– Qual o som que ela faz? Juntamos o lábio superior e inferior, então soltamos a voz com a boca fechada (mmmm….)

Quais são as formas de estimular a alfabetização?

– Utilizando o visual

Os educadores podem trabalhar a necessidade visual do estudante usando uma série de imagens enquanto eles ensinam o conteúdo. Tudo isso sem abrir mão de conduzir discussões e explicações.

Por exemplo, quando os alunos estão estudando sobre um filme, o professor pode fornecer às crianças com autismo (e talvez a toda a classe) uma linha de tempo dos eventos na história do filme. Essa tática ajuda não só no estabelecimento de um raciocínio, mas da comunicação oral também.

– Unindo as letras e formando palavras

Quando os educadores trabalham o som da letra, a criança com autismo passa a ter a percepção de unir as letras e formar as sílabas. Importante ressaltar que o processo de alfabetização se torna mais simples e mais adequado. Além disso, alfabetizá-las passa também a ser algo mais efetivo para essas crianças, contribuindo para o aprendizado da leitura e da escrita.

A importância de uma equipe voltada para o desenvolvimento

A questão da leitura e escrita direcionada para crianças com autismo é algo que depende de muito preparo por parte dos profissionais. O acompanhamento feito por uma equipe multidisciplinar é necessário.

Profissionais como analistas comportamentais, psicopedagogos, fonoaudiólogos e neuropediatras são imprescindíveis; principalmente por envolver uma área tão sensível como a comunicação e a linguagem dos pequenos.

ONG Sorriso Novo
ONG Sorriso Novo
Olá! A ONG Sorriso Novo é uma organização sem fins lucrativos e nasceu do sonho de seus fundadores em difundir ações solidárias nas mais diversas áreas, tais como: saúde, artes em geral, infância e adolescência, esporte, congressos e palestras, educação de pessoas carentes, idosos, população de rua, comunidades carentes. Desde 2001 temos atuado no Complexo da Maré promovendo diversas contribuições às famílias da comunidade. Com pouco mais de 10 crianças deficientes apadrinhadas, atualmente buscamos firmar projetos e parcerias a fim de aumentar o nosso alcance e ser capaz de oferecer maior assistência a população carente.

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