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Crianças com autismo na quarentena: como ajudá-los?

maristalab.com.br

Muito se fala sobre a importância de manter uma rotina com as crianças, mesmo estando em casa por conta do isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus (Covid-19). Fato é que estabelecer horários para as refeições, estudos, dormir e acordar, e até mesmo para momentos de lazer é essencial para todas as pessoas, independentemente da idade. Quando falamos em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a relevância de construir uma rotina equilibrada é tão importante quanto para qualquer outra criança.

“Encontrar uma rotina contribui para manter o sentido de ordem, de propósito de vida. Afinal, esse momento de incerteza é desafiador para todos. No caso específico de crianças com TEA, pode ser difícil para eles compreenderem o que está acontecendo”, explica a psicóloga clínica Carol Sella, pós-doutora em psicologia comportamental para transtorno do espectro autista, Board Certified Behavior Analyst (BCBA-D).

Afinal, se trata de um momento em que tudo mudou: de repente, os filhos não vão mais para escola e nem para terapia – mesmo quem recebia tratamentos em casa, em muitos casos está com o atendimento interrompido. Por isso, uma das primeiras preocupações é criar uma rotina, que deve respeitar as especificidades de cada criança, que é única.

Carol lembra que é interessante avaliar, por exemplo, qual a probabilidade de a criança ter algum comportamento que talvez coloque ela ou outra pessoa em risco. Os pais também precisam estar atentos ao fato de o filho correr o risco de perder aquilo que já foi estudado.

 “Muitas crianças quando retornam das férias, por exemplo, perdem muito do que já aprenderam e foram estimuladas ao longo do semestre”, observa.

Planejar o dia-a-dia

Mesmo sendo desafiador organizar uma rotina em casa, já que muitas mães e pais também estão fazendo trabalho remoto, é essencial planejar o cotidiano. Este planejamento deve incluir atividades físicas, além de tempo determinado para assistir TV, descansar e ler. No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista, Carol lembra que também é importante ser flexível e avaliar o momento do filho, com todas as suas variáveis.

“A previsibilidade é importante para as pessoas de forma geral, e no caso de quem tem TEA não é diferente”, sublinha a psicóloga.

Ou seja, as crianças se sentem mais seguras quando sabem o que vai acontecer durante o dia e, com isso, tendem a ficar mais tranquilas diante da rotina diferente que está sendo imposta pelo isolamento.

Como os pais podem acompanhar as atividades domiciliares dos filhos? A recomendação é estar sempre junto, acompanhando o estudo do conteúdo proposto pela escola, especialmente no caso daquelas crianças que apresentam dificuldades de concentração. Além de estarem presentes nesses momentos, é essencial reservar tempo para brincar com as crianças e participar de momentos de lazer.

Brincadeiras são essenciais

Atividades e brincadeiras não devem faltar na rotina, e devem estar alinhadas com o objetivo que se procura para cada um.

“Crianças em momentos diferentes da terapia pedem jogos e brincadeiras variados. Algumas participam de jogos sociais na internet, outras envolvem os irmãos nas brincadeiras feitas em casa”, explica Carol.

Um exemplo de atividade física muito benéfica para gastar energia é a peteca.

“Dependendo da fase em que a criança estiver no processo terapêutico é muito legal porque ela terá que trabalhar a coordenação motora e a força”. Quanto mais os pais puderem participar, melhor os ganhos afetivos e emocionais”, ressalta Carol.

Mesmo com as dificuldades impostas pelo isolamento social, o fato de os pais estarem mais tempo em casa pode ser benéfica para as crianças. É a chance de ter mais presença com o filho, inclusive em atividades menos estruturadas.

Sites com ideias de como gastar energia com atividades para fazer em casa:

ONG Sorriso Novo
ONG Sorriso Novo
Olá! A ONG Sorriso Novo é uma organização sem fins lucrativos e nasceu do sonho de seus fundadores em difundir ações solidárias nas mais diversas áreas, tais como: saúde, artes em geral, infância e adolescência, esporte, congressos e palestras, educação de pessoas carentes, idosos, população de rua, comunidades carentes. Desde 2001 temos atuado no Complexo da Maré promovendo diversas contribuições às famílias da comunidade. Com pouco mais de 10 crianças deficientes apadrinhadas, atualmente buscamos firmar projetos e parcerias a fim de aumentar o nosso alcance e ser capaz de oferecer maior assistência a população carente.

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