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Inclusão: natação melhora a vida de crianças com deficiência

Desenvolvimento psicomotor, aumento da autoestima e interação social são os benefícios da natação por pessoas com deficiência

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Salvador Martins de Moraes foi aconselhado por amigos a matricular o filho Vanderlei, de 32 anos, portador de síndrome de down, em uma academia de natação. Na época, o rapaz tinha 10 anos e era uma criança agressiva e com dificuldades de relacionamento. O resultado agradou tanto a Moraes que ele começou a indicar o esporte para outros pais que havia conhecido na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Os benefícios da natação para crianças com autismo

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”Fico feliz ao lembrar que outros pais trouxeram seus filhos também. O Vanderlei é bom de prato e o esporte ajuda a manter o peso. Ele tem um ótimo fôlego. Hoje, atravessa a piscina mergulhando.”

Júlio César Rodrigues pratica natação há 14 anos. Após uma cirurgia no joelho, o médico indicou o esporte para conter a hipotonia, a fraqueza muscular comum nos portadores da síndrome de down. Aos 32 anos, ele frequenta a academia de natação três vezes por semana e já ficou mais de uma vez em primeiro lugar nas competições internas.

A mãe de Júlio, Maria Angélica Rodrigues, entusiasma-se ao contar as mudanças que percebe no comportamento do filho desde que ele aprendeu a nadar. Ela cita uma melhor postura, o aumento da autoestima e, principalmente, o modo como ele trata as pessoas. ”A convivência social, a integração com os outros alunos e os professores fizeram-no amadurecer e ser mais calmo. Na academia ele interage com outros jovens portadores de down ou não. O mais importante é que todos são tratados de forma igual.”

Desafios

A professora de natação, Natalie Ito, explica que o ensino desse esporte em casos como o do Júlio são iguais a todos os outros. ”A medida de atenção é sempre a mesma para cada aluno. A paciência é a mesma e corrijo os exercícios de todos de forma igual. A única variação é que portadores de síndrome de down são mais corajosos, não têm medo. Aceitam os desafios com vontade de superação”, relata.

Luciano Rodrigues de Mello, também professor de natação, explica que o esporte é integrador e garante o desenvolvimento psicomotor das pessoas com necessidades especiais. ”Eu atendo jovens com esquizofrenia e autistas. Nesses casos é necessário mais paciência. Precisamos fazer o que eles querem para conseguir ganhar sua confiança. Como é difícil a comunicação com eles, os avanços são lentos, mas são possíveis.”

Nos casos de down o atendimento é coletivo e pode ser realizado com outros alunos. Autistas e pessoas com esquizofrenia são atendidos individualmente.

Natação infantil é aconselhada a partir dos três meses

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Água quentinha e riso das crianças. Brincadeiras, desafios e cantigas. Exercícios que ajudam a desenvolver a relação de confiança da criança com os pais. A natação infantil é aconselhada a partir dos três meses. A professora de Educação Física, Ariane Duarte Borges, aponta o aumento do equilíbrio do tônus muscular como um dos principais benefícios. ”Principalmente na região cervical, possibilitando uma melhor sustentação da cabeça, o que facilita o manuseio da criança.”

”Através do ato de brincar na água, a criança desenvolve o sistema motor, sensorial e até o afetivo. Há um crescimento no relacionamento de confiança com o adulto que o trás para a aula e muitos pais relatam como o sono da criança se torna mais tranquilo”, acrescenta a professora Cristiane Baricati, que há 14 anos trabalha com natação infantil.

A presença dos pais na hora da atividade é fundamental. Dessa forma o processo inicial de aprendizagem se torna mais eficaz. A proximidade afetiva entre pais e filhos, na hora dos primeiros contatos com as posições horizontais na água, vão evitar maiores traumas e os ”chorinhos” comuns ao enfrentamento do novo. ”A criança sente a segurança que a presença dos pais transmite e tem mais condições de se lançar às novas sensações que a natação vai lhe proporcionar”, explica Cristiane.

Eliane Cotrin, mãe de Rafael, dois anos, matriculou o filho quando ele tinha cinco meses. Ela percebeu que o menino ficou menos agitado e aproveitou do apetite após as aulas para caprichar na alimentação. ”Para uma criança da sua idade, o Rafael fica muito pouco gripado. Ele não é de comer muito e após brincar na água sente mais fome. Eu já trago o almoço.

Pediatra dá orientações aos pais

O pediatra e pneumologista José Osmar Minetto explica que os pais devem tomar alguns cuidados ao matricular os filhos em uma escola de natação. Ele observa que a prática é aconselhada para crianças com asma. ”Qualquer exercício para esses casos são bem-vindos. A natação é um exemplo, porque aumenta a capacidade cardiorrespiratória. É aquele processo onde percebemos um cansaço ao praticar exercícios, que vai desaparecendo com a rotina da atividade.”

Já nos casos de rinite a prática é desaconselhada. O médico explica que o cloro presente na água irrita a mucosa do nariz e provoca um processo inflamatório. ”É altamente prejudicial. Os pais podem perceber isso nos primeiros contatos dos filhos com o esporte. O quadro pode evoluir para uma rinossinusite e o tratamento para isso é lento, faz a criança sofrer muito”, alerta.

Bruno Maffi – Equipe Folha

Matéria extraída do bonde.com.br

ONG Sorriso Novo
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Olá! A ONG Sorriso Novo é uma organização sem fins lucrativos e nasceu do sonho de seus fundadores em difundir ações solidárias nas mais diversas áreas, tais como: saúde, artes em geral, infância e adolescência, esporte, congressos e palestras, educação de pessoas carentes, idosos, população de rua, comunidades carentes. Desde 2001 temos atuado no Complexo da Maré promovendo diversas contribuições às famílias da comunidade. Com pouco mais de 10 crianças deficientes apadrinhadas, atualmente buscamos firmar projetos e parcerias a fim de aumentar o nosso alcance e ser capaz de oferecer maior assistência a população carente.

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