Pedagoga fala sobre estratégias de ensino para crianças com deficiência intelectual

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Pedagoga fala sobre estratégias de ensino para crianças com deficiência intelectual

Danúbia Silvestre explica que adaptar práticas pedagógicas e trabalhar o emocional é essencial

 Por Lucas França com Tribuna Independente

A inclusão de crianças com necessidades especiais na escola é um direito já garantido por lei. Mas muita gente acredita que o aluno com deficiência intelectual (DI) não é capaz de aprender. Porém a pedagoga Danúbia Silvestre afirma que isso não é verdade. Ela ressalta que há estratégias de ensino que facilitam a aprendizagem desses alunos.

“Mesmo que esses alunos tenham atrasos cognitivos, eles são capazes de aprender, desde que a escola e os professores considerem suas dificuldades. Existem práticas pedagógicas que possibilitam maior interação trabalhando o emocional e mostrando que são capazes – podem até demorar mais para aprender e se alfabetizar do que outras crianças da mesma idade, no entanto elas precisam estar nesse espaço de ensino para se desenvolver”, comenta Danúbia Silvestre.

De acordo com a pedagoga, as crianças com deficiência intelectual têm dificuldades nas interações por não compreendem bem os códigos sociais.

“Um fato que chamamos a atenção é que, na maioria das vezes, essas crianças são muito dependentes dos pais ou de pessoas adultas que lhe ajudam a decifrar os sinais sociais. Mas cabe ressaltar que deficiência intelectual não é uma doença – e, por isso, não tem cura e sim níveis. É uma condição que pode ter diferentes causas. Ou seja, a escola e o professor devem inserir práticas para as diferentes necessidades desses alunos. E o trabalho multidisciplinar, com apoio do corpo escolar e contato direto com a família, é essencial”, ressalta a pedagoga.

Para Silvestre, um desafio na educação é justamente incluir esses alunos nas escolas regulares.

“Infelizmente ainda existe preconceito por parte da comunidade escolar e, às vezes, na verdade, a própria família dessas crianças, no intuito de proteger, acaba atrasando ainda mais o aprendizado que elas podem adquirir dentro de uma sala de aula e também o contato com outros estudantes. Há desafios que precisam ser superados. Muitas escolas acabam limitando ou até não aceitando esses alunos, infelizmente faltam meios e projetos pedagógicos, pois a inclusão de alunos com deficiência intelectual requer adaptações curriculares, ou mesmo das práticas pedagógicas para que seja efetiva”, pontua.

Danúbia afirma que é essencial desenvolver um plano de aula que considere as características do aluno. “Qualquer criança, com DI ou não, consegue aprender melhor quando encontra significado no que está sendo ensinado’’.

ONG Sorriso Novo
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Olá! A ONG Sorriso Novo é uma organização sem fins lucrativos e nasceu do sonho de seus fundadores em difundir ações solidárias nas mais diversas áreas, tais como: saúde, artes em geral, infância e adolescência, esporte, congressos e palestras, educação de pessoas carentes, idosos, população de rua, comunidades carentes. Desde 2001 temos atuado no Complexo da Maré promovendo diversas contribuições às famílias da comunidade. Com pouco mais de 10 crianças deficientes apadrinhadas, atualmente buscamos firmar projetos e parcerias a fim de aumentar o nosso alcance e ser capaz de oferecer maior assistência a população carente.

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